sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Surfcasting Rotores e Engates Rápidos

Muitos são por hoje os acessórios que o pescador desportivo utiliza nas suas jornadas de pesca, procurando por um lado optimizar o tempo disponível no pesqueiro, ou sistematizar os seus métodos de forma a potenciar o número de capturas nas diferentes técnicas de pesca que procurar aprofundar.Na construção das montagens ou baixadas, uma dúvida que por vezes surge na sua execução será a do acessório pelo qual optar para fixar o estralho na montagem.O mercado de artigos e acessórios de pesca desportiva/lúdica oferece-nos um quase infindável número de produtos para a realização dos apetrechos, aos quais o pescador desportivo dedica cada vez uma maior atenção, na expectativa de poder actualizar o seus conhecimentos e, porque vezes, apenas para compreender a sua utilização e campo de aplicação.




Tal como o título indica, pretende-se apenas abordar a utilização de rotores em montagens ou baixadas, focando aspectos que se prendem essencialmente com a sua fixação nas madres, de acordo com as suas características técnicas.




Os rotores são acessórios que cada vez mais aprecem nas lojas de especialidade, no entanto, com excepção dos bico-de-pato que foram adquiridos na Cormoura, os restantes são artesanais, executados com arame de aço inox duro de 0,5mm de espessura, sendo os ómega feitos pelo José Afonso e os restantes de minha lavra.



Na imagem superior, da esquerda para a direita os destorcedores para montagens, seja eles de tubo roto ou simples n.º 18, que servem neste caso para compararem as dimensões com os rotores de aço. Seguem-se os rotores ómega, bico de pato, de mola e por fim os rabo-de-porco.Atendendo à dimensão dos rotores, será necessário optar por missangas que permitam fixar o acessório na madre e por conseguinte não travem nem obstruam a sua rotação, para que os estralhos da montagem possam trabalhar livremente. Nestas montagens utilizo micro missangas de vidro, nos tamanhos mais pequenos, da Cormoura e da BadBass. Na imagem seguinte, para comparação as da esquerda são as micro beads da Hiro, as do centro da Cormoura, as da direita da BadBass.



Após este introito, passemos à montagem para rotores omega.



1º Cortar o fio chanfrado com o Trim para melhor enfiar as micro missangas



2º Enfiar uma haste do rotor, duas missangas, segunda haste.



3º Proceder de igual forma para os rotor(es) seguinte(s) e fechar a montagem com tercina e nó de oito




4º Cortar a madre com a extensão pretendida, e fechar a montagem no lado oposto à tercina com destorcedor e clip de chumbada a gosto. A montagem está pronta para ser colada.



5º Para colar utilizo os enroladores de montagens em espuma, fazendo um corte nas abas.




6º Puxar com a pinça do Trim o fio entre as hastes do rotor no ponto em que se pretende fazer a colagem da micromissanga.



7º Assentar a linha no enrolador para colar as micromissangas.Para os rotores bico de pato, que têm hastes semelhantes o método utilizado é exactamente o mesmo.Para os rotores de mola ou para os rotores rabo de porco, o sistema de montagem é um pouco diferente, pelo facto das missangas não estarem entre as hastes do rotor mas em ambos os lados.1º Enfiar as missangas, na quantidade e dimensão pretendia, de um dos lados, depois o rotor, por fim as missangas do outro lado. Neste caso uso micromissangas do lado exterior, que serão coladas, e umas maiores pelo interior para ficarem livres.Proceder deste modo para todos os rotores, neste caso dois. Fechar a montagem como no modelo anterior, com tercina em cima e destorcedor e clip para a chumbada.




2º Colocar a montagem num suporte para colar nos pontos pretendidos. Em opção aos suportes de alumínio, uso um que fiz em wallmate que me permite colar um maior nº de montagens em simultâneo. Temos portanto as montagens deste exemplo prontas para colar.



Para colar utilizo uma cola cianolítica para porcelana.




Para os estralhos, nos rotores ómega uso um nó de barril, no qual dou tantas voltas quanto mais fino for o fio do estralho, geralmente três ou quatro. Aperto e corto rente de modo a não obstruir a rotação do acessório.







Nos rotores rabo de porco, faço uma laçada tercinada, engato a laçada no rotor e corro o sem fim. Deste modo o certo é que a laçada não recua no acessório, pelo que o estralho não se desengata sem que façam o movimento inverso no sem fim.








Este artigo é da autoria do n/Amigo, Manel (Pedras Salgadas), ao qual agradecemos o facto de nos autorizar a publicação deste artigo no n/Blog.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Pesca aos Sargos em Espanha I




Espero que tenham tido um Feriado de 5 de Outubro, tão bom ou melhor que o meu!!!



Após alguns convites recusados, eis que na passada 4ª feira aproveitando o dia Feriado e com companheiros do melhor (eu, o Melo, Pedro e Raúl), lá fui numa incursão a Espanha, imbuído do espirito de que seria desta...



Quatro Maganos, munidos de material apropriado á pesca que iriamos fazer (Sargos ao Pião), mas com o isco de eleição em mau estado e escasso (Caranguejo Mole), mas com a alternativa da Navalha de Aveiro (vivinha), lá nos fizemos ao caminho por volta das 4 da matina!


Chegada ao local de pesca ás 6.30H (noite cerrada), toca a preparar as tralhas para estarmos em acção de pesca logo que o dia clariasse.



Mochilas ás costas, calçado apropriado, chop-chop, água, canas de 7mts e afins, escolha de pesqueiro, e há hora certa piões na água, que o rebojo prometia.


1º Lançamento, espera, espera, Pião a começar a andar de um lado para o outro e Zázzzzzzzz, ai está o 1º, cana de 7 mts toda dobrar e eu a pensar a 200 á hora, é desta que vou ao malagueiro, mas não, com as dicas do Raúl, lá começo a segurar o bicho, a embraiagem a funcionar, a escoa a traze-lo e a leva-lo de volta, mas aproveitando 2 vagas mais fortes, sem arriscar alavanca-lo, por receio de partir a cana ou o tenso (0,33) e perder o maior Sargo da minha vida, com mt cuidado e mt sorte á mistura, lá o consegui içar até um patamar seco...ufa!



Este já ninguém me tira!!! Era um belo exemplar de quase 1,5 Kg!


Ficamos tds malucos!! hehehe



Adrenalina ao máxmo, pois havia que aproveitar aquele ponto de maré.


2º Lançamento, agora mais para a esquerda, espera, espera e Zázzzzzzzzzzz, outro quase da mesma Bitola. O filme para o vingar foi quase uma cópia do 1º.


Pensava eu quando lutava com o bicho, se um já é bom, dois é demais...heheheh


3º Lançamento, agora para o lado direito (assim não podia ser acusado do peixe só estar no meu sitio), espera, espera e Zázzzzzzzzzzz...outro combate com mais uma trave, quase da mesma bitola...bem nesta altura já estava a ser bombardeado, por uma série de impropérios por parte dos meus Amigos...hehehehe. Parei uns 10 minutos para relaxar e fumar uma cigarrada, pq o melhor ainda estava para vir:



O "Sr.Melo", optou por ficar um pouco afastado (acabou por assistir de cadeirinha...heheh) e tal como os outros "fumegava", por td quanto era lado, quando pensei e disse:


"Vou lançar para o teu pesqueiro e apanhar um nas tuas barbas (a minha confiança estava no máximo). Toca a iscar bem e lançamento para o pesqueiro dele...espera, espera...a água abranda e digo eu alto e bom som, "é agora na paradinha"...e Zázzzzzzzzz...outro, da Bitola do anterior! heheheh


Bem foi o final que mais poderia desejar, fazer esta maldade...mas foi mesmo divertido!


Tou a brincar, "Sr.Melo"!!!


Não sei se foi "praga" ou não, mas a partir daí o peixe deixou de dar sinal (tv só estivessem lá aqueles quatro)...heheheh, para mim ficará como a melhor pesca de Sargos que tive até hoje!


Esta pesca demorou cerca de uma hora.




Durante o dia o Sr.Melo ainda apanhou três de menor porte!


Reconheço que os Deuses, estiveram do meu lado, pois a minha experiência a pescar ao Pião ou á Bóia é nula e naquelas condições isso normalmente faz toda a diferença.


Espero que tenham gostado, porque eu adorei e apesar dos Matulões terem vindo aos meus anzóis, tenhoa certeza que todos os meus Amigos também ficaram Felizes, até porque foi um dia Estrelas em todos os aspectos.


Ab e até á próxima visita a estes quintais fabulosos.



Miguel Moreira